sábado, 4 de fevereiro de 2012

Capítulo 4

Oi Oi minha gente linda  ! (:


Olha, eu devo ter um sério problema, porque é quase impossível eu conseguir postar periodicamente o livro... espero que não tenham desistido de mim! ._. 
Agora que começaram as aulas então... eu não sei como me desdobrarei em 189218 pessoas para cumprir tudo em 24 hrs, rsrs. Mas enfim, não vim aqui para reclamar da vida, e sim postar mais um capítulo que vcs estavam tão ansiosos aguardando, né? (sonha, Isabella...)
Enfim, espero que estejam curtindo ! (:


Beijos e Boa Leitura,
@SrtaFaria


P.s.: quem quiser me add no face, por curiosidade ou qualquer coisa só procurar por lá: Bella Faria , adicionem lindos ! sz




CAPÍTULO 4:


Nós corríamos mais rápido do que qualquer carro, ou animal. Em questão de alguns segundos, já estávamos passando a fronteira de Nova Jérsei. Não podíamos caçar em nosso estado, ou isso complicaria as coisas para nós. Normalmente fazíamos caçadas dessas de quinze em quinze dias. Nossos olhos iam ficando cada vez mais vermelhos, mas tínhamos um grande estoque de lentes de contato marrons, que não nos entregariam nunca. Assim que passamos o estado e chegamos a Nova Iorque, então nos separamos. A regra era apenas não deixar pistas evidentes dos cadáveres, e nos encontrarmos em casa antes de começar a aula no outro dia. Segui em direção da primeira cidade próxima que eu podia chegar, estava morrendo de sede. Em alguns minutos encontrei uma cidade meio que abandonada. O cenário perfeito para minhas vítimas. Olhei aos arredores e logo de primeira encontrei um drogado. Ele se encontrava encostado numa loja de gravatas, injetando tudo que era droga. Ao lado, encontrava-se várias seringas já usadas. Imaginei que se eu não matasse o homem, ele mesmo se mataria. Drogados são presas fáceis a serem caçadas. Não precisa explicar-lhe nada. Era só aproximar e matar a sede. Fui o que eu fiz. Cheguei perto e inalei seu cheiro. O sangue dele estava mais do que sujo. Eu já estava acostumada a beber sangue sujo. Eram raras as vezes que se encontrava algo bom. Eu não me importava, desde que matasse minha incontrolável dor na garganta...
Aproximei-me mais ainda do homem, tirando-lhe a agulha que se encontrava injetada na região do braço, e apliquei-lhe o golpe de uma vez só. Mordi num local onde ninguém desconfiaria em saber que fora um vampiro a causa da morte dele. O sangue passava em minha garganta, curando instantaneamente a dor. Em alguns poucos minutos, eu poderia dizer que estava satisfeita, por minha garganta não doer mais, porém sabia que este era apenas um dos corpos nessa noite. Dito e feito. Assim que o corpo perdeu sua força, e que eu já havia secado o homem, empurrei aquele corpo sem vida para longe de mim, e minha garganta começou a arder, mas, em menor intensidade. Para finalizar meu trabalho, injetei no homem uma agulha, para que quando o encontrassem, não teriam dúvidas de sua morte: overdose. 
Não demorou muito a eu voltar a andar, em busca de mais uma vítima quando eu ouvi em minha mente:
- Socorro! Me deixe em paz! - era a voz de uma mulher, saindo por entre dois prédios, ela não tinha saída. Ouvi depois alguns socos nela, e então a voz do autor de todo esse episódio:
- Cala a boca sua cachorra! - mais surras seguiram.
Decidi que não dava mais para aguentar. Aquele era o tipo de homem que eu mais gostava de me alimentar: idiotas e cavalos. Segui em direção da onde a voz se encontrava e então vi a cara do homem, pronto para um chute dessa vez, e a mulher, com o rosto ensanguentado e amedrontado. Ela se encontrava deitada, quase que na posição de um feto, contra a parede.
- Deixe ela em paz! - eu gritei, para evitar mais socos.
- Quem é você? - o homem gritou. Minha intenção de pará-lo deu certo, seus olhos agora miravam-me.
- Porque está batendo nela? - não respondi a sua pergunta. E nem nunca responderia.
O meu plano de encobrir a mulher de fugir estava quase que perfeito. Foi então, que eu lhe transmiti o que ela deveria fazer:
*Você vai fugir daqui assim que ele começar a falar. Suma. Vá para qualquer lugar que você ache seguro. Nunca mais lembrará desse dia.* Isso tudo foi feito em apenas um segundo. A mulher pareceu receber minhas ordens, pois assim que o homem começou a falar comigo, ela levantou e fugiu. Era tarde demais, quando ele percebeu que a mulher não estava mais ali. Agora era só eu e ele. 
- Porque deixou ela fugir? - ele gritava loucamente.
- Você é um covarde! - não iria deixar nenhuma resposta dele ser respondida.
- Covarde? Ela era minha mulher, eu podia fazer o que eu quisesse com ela.
- O quê? - me espantei. Ele realmente era louco. E bêbado.
- Sim. Eu quis bater nela, porque eu quis! E você não tem direito nenhum de ter salvado ela! 
- Tenho sim! Direito de dar à ela, uma oportunidade de fugir de um idiota como você!
- Argh! Agora você vai ver por ter mexido comigo...- ele fechou sua mão e vinha direto para mim. Comigo ele não tinha a menor das chances.
Deixei que ele viesse. O coitado estava bambeando de um lado para o outro. Não conseguia sequer ficar em pé. Seria mais fácil do que tinha sido com o drogado. No segundo que ele aproximou a mão dele, para me bater, eu virei-me rapidamente, encontrando-se de costas para ele. Ficou me procurando por alguns minutos. Eu adorava brincar com minhas vítimas. Eu realmente era maldosa, fazia-os sofrer o máximo que eu conseguia, então, quando eles estivessem pedindo pela morte, eu aparecia como um anjo, e os matava. 
Com esse eu não tinha muito o que sacanear, então fui direta no assunto. Como ele ainda estava de costas para mim, me procurando, fui para a frente, me posicionar contra seu pescoço. Porém ele me acertou em cheio. Como eu havia sido pega desprevinida, caí. Foi o suficiente para o homem começar uma luta comigo. Ele enchia-me de socos, mas nenhum deles doía tanto quanto os meus nele. Depois de algum tempo, ainda no ataque, ele começou a puxar minhas roupas. Foi aí que eu decidi que esse jogo estava terminado. Com apenas uma fração de segundo, me livrei das mãos dele e joguei-o contra a parede. Não demorei muito, estava com a boca em seu pescoço, matando-o. Assim como o primeiro, em alguns segundos seu corpo estava vazio, e então chutei-o para longe de mim. Limpei minha boca, e percebi que minha roupa inteira estava rasgada. Meus jeans tinham buracos enormes e minha blusa, sem condições de sequer conseguir parar no meu corpo. Era melhor voltar para casa, contudo eu ainda estava com sede. Pouca, mas estava. Mais um e a caça estava terminada. Foi então, eu quase saindo da cena do crime, onde eu havia deixado o homem morto, que eu escutei do outro lado da rua:
- E aí gatinha? - era um homem, ou melhor, um babaca.
Não dei ouvidos, continuei a seguir meu caminho, do outro lado da rua. Mas o homem insistia em falar:
- Ei, estou falando com você! Você mesma, quem mais poderia ser, hein?
Não resisti. Aquela vítima estava fácil demais, para mim. Eu sabia o que ele queria, e mais do que isso, eu sabia o que eu queria: encontrar alguém logo para matar minha sede e voltar para casa. Ele era a minha próxima vítima, não podia ter sujeito melhor. Virei então meu rosto, para dar atenção a ele.
- Ah, oi. - ele se encantou com o que via. Meu rosto, como sempre.
- Olá. - dei uma de garota tímida. Foi o suficiente para fazer o idiota atravessar a rua.
- A garota está sozinha? 
- Sim.
- O que faz sozinha a uma hora dessas, numa rua como essa? Procurando por alguém? E suas roupas, o que houve com elas? - eu entendia a língua dele, o que ele queria. Olhei ao redor para checar se era aquilo mesmo, e estava certa. A esquina próxima a rua que nos encontrávamos, estava cheia de garotas, com os menores pedaços de roupa que você podia imaginar. Carros passavam cheios de homens, e então elas se aproximavam, para fazer propaganda da "mercadoria". Ele me confundiu com uma delas, pelas roupas que eu estava usando.
- Ah, estou dando uma volta.
- Adoraria te acompanhar. - ele já estava acompanhando, quando segui em frente.
Depois de alguns minutos em silêncio, eu começei a andar contra toda aquela baderna que se encontrava naquela rua, ainda com o cara me seguindo. Ele mal sabia que eu estava levando-o para uma emboscada. Não aguentou muito tempo, ele perguntou:
- Você está me levando para um lugar mais sossegado? - sua voz já estava mudada. Ele queria "tentar" seduzir, porém eu nunca fora seduzida por um homem em vinte e duas décadas de vida. Não seria agora que eu seria seduzida.
- Claro, amor.
Duas palavras fizeram o cara ficar enlouquecido. Não era Sophie, mas minha voz era muito atrativa para qualquer humano besta. Peguei sua mão e começamos a andar mais rápido. Ele nem percebia que eu o levava cada vez mais para a escuridão.
- Oh, sua mão está fria. - ele disse assustado.
Deixei ele um minuto em silêncio, e encontrei o que eu queria. Uma viela. Virei para ele, que nem sabia onde estava e respondi a sua pergunta.
- Sim, mas sei que pode esquentá-la. - fiz a voz mais sedutora que eu tinha.
Em pouco tempo, o cara estava me empurrando contra a parede, me beijando como um louco. Estava com pressa, ou sei lá o que. Eu retribuí o beijo, fazendo ele ficar mais animado do que antes. Em pouco tempo, ele estava com as duas mãos na minha cintura, me puxando mais para ele. Algumas vezes ele murmurava alguma coisa para mim, mas eu estava nem aí. Quando ele começou a se animar, e tentar tirar minha blusa, foi que eu o mordi. Ele foi pego de surpresa, e nem lutou contra meus braços. Fora fácil. Mais do que dois minutos beijando o cara não se passaram. Eu aceitava beijar para atrair minha vítima, todavia, nada mais do que isso. Eu nunca faria qualquer outra coisa. Idiota. Em pouco tempo, o corpo dele perdeu forças, o que significava que não tinha mais sangue a me oferecer. O dele estava bom. Puro. O que eu mais gostava, e por esses eu pagava um preço mais alto. Assim que acabou, minha dor também cessou. Segurei o corpo, e o deixei entre alguns lixos. Marquei seu corpo com alguns arranhões e inchassos, o que pareceria que ele havia morrido por ter apanhado. Merecia mesmo. 
Virei-me em direção à floresta de onde eu havia saído, e voltei para casa. Durante toda a volta, fiquei pensando em como nós havíamos nos evoluído. No começo, matávamos mais de doze corpos por semana, e hoje, com o passar de vinte e duas décadas, três corpos me satisfaziam, e muito. Estava feliz com minha evolução. Matar pessoas, mesmo as que fossem "ruins", não me fazia bem. Só não fico com peso na consciência daquelas que realmente mereciam. Essa última vítima, mereceu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário