quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

3° Capítulo !

Oi Oi !


Está chegando mais um capítulo fresquinho do meu livro - que ainda está sem nome - ! Sei que estou demorando muuuito para postar aqui e pá, mas é que eu sou muito esquecida e preguiçosa (ainda mais nas férias! hehe). Então peço para que não fiquem muuuuuito revoltados comigo, e porfavooor, comentem alguma coisa.. isso é importante para mim, se estiver com vergonha, só vota abaixo do post o que você achou, obrigaada !


Enfim, preparem-se para mais um capítulo !
Boa Leitura, Beijinhos mil

@SrtaFaria




CAPÍTULO 3:


Chegamos em casa, e havia muito o que fazer. Escolhemos começar pelas tarefas da escola. Isso era injusto. Primeiro dia de aula e os professores já nos entopem de lição? Fazer o que... tínhamos que fazer, ou repetíamos de ano, e eu já não aguentava me passar por adolescente para repetir o segundo colegial. Eu queria ir para a faculdade, cursar algo diferente do que eu estava costumada a decorar. Passamos a tarde inteira fazendo nossas lições, e como recompensa de todo o nosso esforço, resolvemos aproveitar o solzinho que o dia havia oferecido e fomos relaxar na nossa piscina, conversar sobre o dia.
- Como foram de aula? - perguntei-lhes.
- Foi ótima! - Sophie disse. - Os professores são os mesmos não? Adoramos o professor de História. Você teve aula com ele antes de nós, não?
- Sim, foi minha primeira aula.
- Ah! Ele é muito lindo! 
- Sophi, Sophi... de vez em quando você é tão animada... - rimos por uns instantes.
Ficamos um longo tempo conversando sobre a escola, garotos e inevitavelmente, das seguidoras e da própria Marie. Ela me irritava, seriamente. Minha vontade era de matá-la, não por sede, mas por simplesmente ela ser um total desperdíçio ao planeta. Nunca na minha vida inteira, eu tinha visto uma garota que se achava tanto quanto ela. Depois de algum tempo, saí da piscina, e segui em direção à entrada de nossa casa, foi quando Sophie me perguntou:
- Aonde você vai? 
- Vou subir para o meu quarto um instante. Estou um pouco cansada.
- Tudo bem. Hoje tem caçada?
- Ah sim, estou precisando.
- Ok. Até mais tarde então! 
- Até. 
Subi em direção ao meu quarto, e tomei um banho demorado e quente na minha banheira. Eu estava acostumada a ter hábitos humanos, mesmo que estes me fossem estranhos. Era tudo muito normal, mas eu sempre pensava em mim mesma como uma humana com poderes, e isso facilitava minha vida. Saí do banheiro, onde todo o vapor se dissipou, me vesti com uma roupa qualquer, enrrolei a toalha no meu cabelo e deitei na cama, lembrando dos meus pensamentos de hoje de manhã. Desde onde eu os havia parado.
"- Dois dias? - eu havia perdido tanto tempo assim?- Há quanto tempo isso aconteceu? - eu lhe mostrei o lugar aonde estava dois pontinhos muito finos, mas marcados.
- Há uns cinco, seis dias. 
- E nossos pais? O que eles estão achando? Temos que voltar e contar e...
- Não Joan. Não podemos voltar.
- COMO? Porque não?" - era onde eu tinha parado. Não foi preciso muito, eu consegui retomar essa conversa.
- Joan, eles não podem nos ver modificadas. Humanos não acreditam em vampiros, ainda mais nossos pais que são tão devotos do catolicismo. - isso era verdade - além do mais, vampiros nunca contam seus segredos aos humanos. Isso pode expô-los à morte. Eu realmente não sei se temos realeza, assim como os humanos, mas enquanto não conheçemos nada, é melhor não nos arriscarmos.
- Hm... - foi a única coisa que eu pude dizer.
Estava pensando em maneiras de poder voltar à nossa família, quando um grunhido cortou meus pensamentos. Virei assustada, já em posição de investida, quando percebi que era apenas Charlotte acordando. Sophie chegou mais perto para ver.
- Bom dia meninas! - dizia Charlotte, como se ela houvesse acabado de acordar numa manhã normal. - Aonde é que estamos mesmo?
- Bom dia em primeiro lugar. Não sabemos também, Lotte.
- Como assim? - ela começou a se assustar.
- Fomos pegas há alguns dias atrás, lembra?
- Claro, mas... nossos pais não vieram nos resgatar? Não estamos em casa?
- Lotte, acalme-se. Está tudo bem. - Sophie tentava acalmar a nova Lotte.
- Porque ouço tantos barulhos de uma vez só? Parecem milhares de vozes falando comigo ao mesmo tempo! - Lotte colocava as mãos em seus ouvidos, tentando diminuir o ruído.
- Lotte, escute. Nós também ouvimos muitas vozes. Você tem que entender, não somos mais as mesmas e...
- Sophie, o que houve com seus olhos? E Joan, seu cabelo...? - ela não deixou eu terminar de falar. Lotte tinha se transformado em vampira, mas uma coisa não havia mudado e nem nunca mudaria: sua curiosidade pelas coisas desconhecidas... e explicações.
- Sim, Lotte. Não somos mais humanas. - eu lhe expliquei, ou tentei. - Meu cabelo mudou, assim como os olhos de Sophie e sua estatura.
- O quê? Como assim?
Lotte sempre fora entre nós, a mais baixa, e isso sempre lhe incomodava. Agora, quando levantou-se, Lotte era do mesmo tamanho que eu e Sophie. Ela andou até onde sua irmã lhe apontava um espelho e foi verificar o que eu dizia. Sua cara em frente ao espelho era inacreditável. Ela não conseguia imaginar que isso iria acontecer.
- O que houve com meus olhos?
- Estão vermelhos, irmã.
- O que somos, se não humanas?
- Somos vampiras. Conseguem sentir uma forte queimação na garganta de vocês? - Sophie já não falava mais apenas com Lotte. 
Eu realmente sentia uma forte dor, quase que a mesma que eu senti quando fui mordida, mas agora estava localizada apenas na minha garganta. Lotte estava com a mesma feição que eu pude acreditar estar em mim. Olhei em direção de Sophie por respostas, então ela nos disse:
- Isso se chama sede.
Como assim? Nunca quando eu fora humana, eu sentia essa forte queimação na minha garganta. Apenas sentia a boca seca, mas nada mais do que isso. Podia até dizer ser suportável. Mas essa não. Ardia, e muito.
- Não é a sede de água, essa. É a sede pelo alimento dos vampiros.
- Sangue? - Lotte disse.
- Sim, sangue.
Não conseguia me imaginar tomando sangue. Isso seria o cúmulo para mim. Não só para mim, mas para Lotte também. Olhei para ela, pedindo por ajuda, mas ela não sabia o que fazer também. A única que mexia com essas coisas quando era humana era Sophie. Ela entendia de tudo que nós, ainda não sabíamos. Mas até mesmo ela, não tinha respostas para certas perguntas como sobre sair ao sol. Não podia nos fazer bem. O pouco que eu tinha lido sobre vampiros, eles se tornavam poeira quando viam a luz do sol. Não queria me arriscar, mas minha sede falava mais alto. Precisava sair naquela hora para caçar. Mas humanos? Mulheres que tinham uma família para cuidar? Homens que tinham uma vida pela frente? Não queria ser eu o motivo de desespero e angústia em uma família e tinha certeza que Sophie e Charlotte também não queriam. O que faríamos então?
- Joan, sei bem o que você está pensando, e temos a solução perfeita.
- O que ela está pensando? - Lotte disse, perdida no assunto e mais uma vez, não querendo ser a desinformada no grupo.
- Qual a solução Sophie? Não tem. Não existe. Somos assassinas.
- Claro que tem! Estava pensando exatamente nisso assim que eu terminei minha transformação, enquanto esperava vocês acordarem. Vamos caçar apenas aqueles que são ditos como ameaçadores da cidade. Bandidos, mulheres sujas, contrabandistas, esse tipo de gente não tem mais serventia à uma sociedade. Além de nos ajudar a matarmos nossa sede, vamos ajudar a cidade.
- Tudo bem. - Aquilo me parecia ser a ideia perfeita. Não ficaria com peso na consciencia de matar alguém que havia prejudicado ou estava prejudicando ainda - Será que podemos então sair para caçar? Não aguento mais esperar para essa dor passar.
- OK. Mas eu tenho um aviso: Vamos caçar longe de pessoas que não sejam nossas vítimas, ou isso pode acabar nos entregando. Aqui na França estamos em uma ótima época, porque podemos pegar os cadáveres mortos há pouco tempo e sugar-lhes o sangue que ainda lhes resta. Ah, podemos também sair a luz do sol, não nos acontece nada. Eu tentei isso quando apenas um raio de sol invadiu nosso esconderijo. 
- Para mim sem problemas e melhor ainda, podemos sair ao sol! - Lotte disse.
- Fechado. Vamos logo, estou morrendo de sede. - confirmei. Antes que eu pudesse me virar e começar a sair, alguém me chamou:
- Joan, Joan? Você está aqui...? 
De novo uma voz me interrompeu de meus pensamentos. A mesma voz da vez anterior. Mais uma vez era Sophie. O que ela queria? Meus olhos deixaram de ver a cena de nós três preparadas para sair na nossa primeira caça, voltando ao tempo atual. Olhei para a cara dela, e seu olhar me mostrava que estava preocupada comigo, mas que também queria me dizer alguma coisa da qual eu havia me esquecido.
- O que houve? - perguntei.
- Esqueceu? Noite de caçada! Vamos, vamos! Estou faminta. - Lotte saiu de algum lugar que eu não vi e começou a pular na minha cama.
- Ah sim. Eu também estou com sede. Muita. Me esperem lá embaixo, vou apenas me trocar.
- Não esqueça Joan, você apenas vai caçar, não vai a um baile, ou um jantar. - Lotte me avisou.
- Engraçadinha.
Saí da cama e começei a me arrumar para caçar. Ainda estava com a toalha que eu havia envolvido no meu cabelo quando sai do banho. Peguei -a e joguei num armário de roupas para lavar. Fiz um rabo de cavalo rápido, vesti meu tênis all star de que eu tanto gostava e desci as escadas, encontrando duas moças de olhos bem avermelhados, que avisavam estar com muita sede. Seria uma caça e tanto. Fomos ao encontro das árvores negras, atrás de nossa casa, para sairmos da cidade.

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