domingo, 22 de janeiro de 2012

2° Capítulo

Oi Oi minha gente linda !


Espero que tenham gostado do primeiro capítulo -além de ninguém comentar- percebi que muita gente passou pelo blog, o que me deixa feliz! :D
Bom, me desculpem por não postar logo o 2° cap, se alguém estiver esperando, mas é que eu ainda estou tentando me acostumar com a rotina de voltar a usar o blog hehe ^^'


Segue na página abaixo o segundo capítulo.
Boa Leitura ! :D
@SrtaFaria




CAPÍTULO 2:


Não precisei de mais do que quinze minutos para estar pronta. Agradecia minha velocidade sobrenatural. Encontrei com minhas primas na sala, e fomos para a escola com nosso carro menos chamativo: uma BMW preta. Era meu, o carro. Chegamos cedo na escola. Outra coisa que eu adorava fazer era dirigir em alta velocidade. Nós três gostávamos disso. Éramos adolescentes congeladas no tempo. Vivíamos há 22 décadas com 17 anos. Era engraçado ver como a moda e a cultura influenciava os jovens. Conforme as épocas passavam, íamos nos ajustando à elas. Fomos de tudo, hippies até metaleiras, mas nunca com nosso amado estilo do século XVIII esquecido. Fora a nossa época. A época em que éramos humanas, sem nunca ter passado nas nossas cabeças sermos imortais. Hoje, nos encontrávamos modernas. Se voltássemos no tempo, nossos pais nos matariam com as roupas que vestíamos. Calças jeans, blusas, saias e vestidos curtos são os que regem a moda, atualmente. Estamos numa época onde qualquer um pode ser o que quiser. Temos liberdade. As mulheres, poder e direitos. Não precisamos pensar em casamento tão rápido. Na verdade, não precisamos nem pensar nisso. Não casar é uma boa escolha hoje em dia. Outra coisa que muito evoluiu foi a tecnologia que hoje nos ajuda tanto. O que antes era apenas conversas por cartas que demoravam dias a chegar, hoje, independentemente do lugar que você se encontra, consegue falar com qualquer um no mesmo minuto. Das coisas mais simples como o rádio e a Tv, até as mais sofisticadas: computadores e celulares. Temos tudo isso. Acompanhamos a tecnologia. Temos dinheiro. Como? Simples: eu sou telepata. Descobri isso com o passar do tempo, assim como minhas primas descobriram que também tinham poderes. Sophie pode ser mais sedutora que qualquer mulher e por isso persuadir a qualquer um, e Charlotte pode com apenas um olhar matar uma pessoa que esteja a incomodando, ou a nós também. E eu? Bem, meus poderes seguiram um pouco adiante. Eu posso conduzir alguém a fazer algo, posso modificar a memória de qualquer um, posso persuadir, leio mente de quem eu quiser, enviar pensamentos à qualquer um - o que eu geralmente faço com minhas primas - e posso também modificar os sentimentos de uma pessoa. Foi assim que conseguimos dinheiro. Vamos em casa de jogos, e cada uma usa seu poder, assim, enriquecemos. 
Saímos do carro, que eu estacionei em frente à porta da secretaria, e entramos para pegarmos nossos horários. A recepcionista se espantou conosco. Todos faziam a mesma cara quando nos viam. É impressionante como o ser humano adora uma beleza diferente, exótica.
- P-posso a-ajudar? - ela gaguejou.
- Claro que pode. Somos novas alunas aqui. - Sophie disse.
- Ah sim. As irmãs Bonaparte, certo? - ela relaxou um pouco.
- Somos nós mesmas. - Rimos.
- Um minuto. - a secretária foi então buscar nossos horários.
A história que contávamos a todos era simples. Éramos irmãs. Eu me passava pela mais velha, tendo assim 17 anos e Sophie e Charlotte por serem realmente irmãs, passavam por gêmeas, tendo assim 16 anos, as duas. Elas estariam no primeiro colegial e eu no segundo. Não tínhamos problemas quanto a ficarmos sozinhas, mesmo tomando sangue humano. Tentamos muitas vezes experimentar o sangue animal, mas é horrível e não nos satisfaz, então, para não sermos assassinas, resolvemos que mataríamos aqueles que mostravam perigo à sociedade, e caçávamos longe de onde morávamos, para não suspeitarem de nós, ou então teríamos que nos mudar mais uma vez, como fazíamos a cada década mais ou menos, pois nunca envelhecíamos. 
A mulher voltou com três papéis e nos entregou. A aula já iria começar e então, tive que me separar de minhas primas. Nos encontraríamos no intervalo, que era o mesmo horário. 
Saímos em diferentes direções, onde tive que seguir sozinha. Não precisava de um mapa para me localizar, mas ainda precisava dos horários, enquanto eu não os decorava, o que não demoraria muito a acontecer, apenas uma pequena olhada já bastaria para mim. Todos me olhavam, e imaginei que para Charlotte e Sophie não seria diferente. Principalmente para Sophie. Resolvi escutar o pensamento de um menino que me seguia por trás, imaginando que eu não o tivesse visto.
*Oh, ual. Essa tá pra mim. Mas... ela tem uma cara meio estranha. Melhor esperar um pouco e ir devagar, não tem jeito de que pega qualquer cara...*
Soltei um risinho, e percebi que alguns meninos haviam sido afetados. Interferi então, na mente do que ainda me seguia.
*Amigo, você terá tanto medo de mim, que não me seguirá nunca mais, nem irá querer nenhum tipo de relacionamento comigo.*
No mesmo instante, o menino parou, e começou a andar na direção oposta da minha, resolvi checar para ver se ele realmente tinha entendido a lição.
*Credo, eu hein! Garota estranha, melhor ficar longe... Idiotas são esses garotos que ficam babando por ela...* pensava ele.
- Melhor. - pensei comigo mesma. Aquele não era um dos mais bonitos, e eu não ia nem querer dar atenção a ele, mesmo que fosse para ele me servir como jantar. Ri com meu pensamento tão maldoso contra o indefeso garoto humano. 
Olhei no meu horário e vi que a primeira aula seria História. Adorava a matéria. Era fácil para nós, que vivemos em quase todas as épocas que comentavam. Entrei na sala e o professor já esperava. Ele me olhou e veio falar comigo:
- Ah, aluna nova! Meu nome é Karl e serei seu professor de História. Sente-se. 
- Obrigada.
- Seu nome mesmo, senhorita?
- Joan. Joan Bonaparte.
- Oh, sério? Sabia que Napoleão Bonaparte foi o...
Nem escutei o resto do que ele falou. Eu sabia muito bem sobre Napoleão. Ele fora meu tio. Sempre ficava com vontade de falar isso aos professores, mas não podia, ou iam achar que eu era louca.
A aula começou, e tudo foi normal, tirando três meninas que sentavam ao fundo e não paravam de cochichar. Obviamente, de mim. Como a aula era sobre a Revolução Francesa, de que eu muito sabia, resolvi checar o que elas estavam pensando. Olhei para as três e resolvi ficar com a mente da menina do meio. Loira, meio baixinha e que se achava a tal.
*Sabe, ela é muito estranha. Se bem que é bonita. Acalme-se Marie, você é mais bonita que ela, claro. Loira e olhos azuis, quem resiste? Nem o professor resiste, ele não tirou os olhos de mim. Ela é apenas mais uma novata que ainda não me conheçe...*
- Menina idiota... - fiquei constrangida de ter perdido meu tempo escutando a mente dela, se era isso que ela tinha. - Passemos para outra. - olhei à direita da loira, e vi uma de cabelo castanho claro. Mais alta que Marie. Resolvi investigar.
*Dane-se a novata. A Marie é mais bonita que ela, é o que importa. Seria legal tentar bater um papo com ela, e ver se ela quer se juntar à nós...*
- Nunca, obrigada. - pensei. Meu Deus, será que essas meninas não tem nada na cabeça? Tentarei a do lado esquerdo de Marie.
*Ele não me ama, porque? O que eu fiz de errado? Oh...*
- Pelo menos essa não pensa na amiga dela. - eu ri baixinho, vendo em sua mente, o homem que a ocupava. Era um menino que sentava na frente dela. Ele não era feio, mas também não era o menino mais bonito do colégio. Loiro dos olhos azuis, sonho de qualquer garota, menos meu.
A aula seguiu normalmente, com as três nunca parando de falar. O professor havia chamado umas cinco vezes a atenção delas. Que inconvenientes! Quando terminou a aula, juntei minhas coisas e resolvi seguir para a próxima, Matemática. Assim que saí da classe, as três meninas me pararam. Bufei.
- Oi. - Marie falou.
- Oi. Querem alguma coisa? Estou meio atrasada para a próxima aula e...
- Matemática? Tranquila, o professor é um idiota. - A do cabelo castanho claro me avisou.
- Ah, mas eu prefiro não perder a aula. - melhor estar na aula dele do que com vocês, pensei.
- Queríamos nos apresentar - a loira ainda falava pelas outras duas - sou Marie, e elas são Lilith e Jess.
- Ah, sim. Eu sou Joan.
- Sabemos. - ela pareceu não dar muita importância.
- Que bom. - foi o que eu pude dizer. Não me daria bem com elas, na certa.- Tenho que ir, ou vou perder aula.
- Nós também temos aula de Matemática. Quer ajuda?
- Não, obrigada. Sei me virar sozinha. 
Eu tentei ir sozinha, e sei que conseguia ir, mas as três continuaram a me seguir, e não tive escolha a não ser juntar-se à elas. Chegando na aula de matemática, o professor me olhou de um jeito restritivo, fui ver o que ele estava pensando, pois olhar assim para alguém de quem você nunca tinha visto era muito mais que errado.
*Mal começo para você, se juntar-se à elas... Tomara que não, que eu esteja enganado...*
Pronto, sabíamos que o problema não era o professor e sim as meninas. Comprimentei-o, e deixei bem mais do que claro que eu não era amiga delas. Isso o aliviou um pouco, e sua cara melhorou. Sentei o mais longe possível delas, e assim passou o resto das aulas. Foram rápidas, tirando as três inconvenientes que não perdiam uma oportunidade de me seguir. Jurava que se aquilo continuasse, eu ia ter que interferir na mente das três, e já aproveitaria para ver se colocava alguma coisa que prestasse na cabeça delas. No intervalo me encontrei com minhas primas, e ficamos juntas. 
Agora sim, o colégio inteiro estava com os olhos voltados para nós. Fingíamos comer qualquer coisa, pois repugnávamos comida humana. Depois do intervalo, tivemos mais quatro aulas, e na hora da saída, nos encontramos no carro. Marie e suas seguidoras vieram atrás, como sempre. Quando é que elas parariam de me encher?
- Ual, belo carro. - soltou Lilith, tentando parecer amigável. Nunca que ela conseguiria chegar na intenção dela.
- Obrigada, é meu. - eu disse.
- Hm. O meu é aquele do outro lado do estacionamento. - disse Marie tentando competir. Olhei de relance para o carro dela, e reparei que era o segundo maior do estacionamento, perdendo é claro, para o meu. É, antes de chegarmos à cidade, elas pareciam mandar no pedaço. Ridículas, não pude deixar de pensar.
- Bonitinho o carro. Temos mais alguns desse na garagem de casa, não é meninas?
- Ah sim. - Sophie disse, abrindo um largo sorriso, o que fez Marie se recuar um pouco sem dizer uma palavra sequer. Sua expressão era de medo com inveja ao mesmo tempo, podia sentir isso. Era claro que Sophie era mais bonita. Sophie tinha poderes com isso. Ri da cena.
- Vamos indo para a nossa casa, meninas? - eu disse abrindo o carro e pondo bastante ênfase no nossa. Jess e Lilith não puderam deixar de escapar um ual, e claro, uma pergunta óbvia:
- Vocês tem uma casa?
- Claro! Vocês não tem uma? - eu disse, ingenuamente. Lotte e Sophie riram.
- Temos. Cada uma a sua, mas eu digo... vocês moram com seus pais, não? - Marie interferiu.
- Ah, nossos pais deixaram a casa aqui de Nova Jérsei e de mais alguns lugares para nós. Eles morreram há dois anos, e desde então vivemos sozinhas. - Lotte explicou-lhes.
- Sentimos muito por pela perda. - estava na cara que não sentiam nada pela nossa "perda".
- Obrigada. O papo está muito bom, mas realmente temos que ir. Tchauzinho! - Sophie disse com sua voz mais doce que existia. Deixou as três sem falas e de boca aberta. Não perdemos o tempo nem a oportunidade, e entramos no carro. Saimos então, em disparada para casa, onde íamos ter muito o que fazer.



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